Pantanal: área queimada cresce 770% e fogo na fronteira segue “controlado, mas ativo”
Foto: Reprodução — da matéria da Gazeta do Pantanal Enquanto o Sul media chuva em centenas de milímetros, o Centro-Oeste media o oposto. Levantamento publicado pelo Correio do Estado em 19 de julho mostrou que a área queimada no Pantanal sul-mato-grossense atingiu 58.878 hectares entre 1º de janeiro e 15 de julho — crescimento de […]
20 JUL 2026

Foto: Reprodução — da matéria da Gazeta do Pantanal
Enquanto o Sul media chuva em centenas de milímetros, o Centro-Oeste media o oposto. Levantamento publicado pelo Correio do Estado em 19 de julho mostrou que a área queimada no Pantanal sul-mato-grossense atingiu 58.878 hectares entre 1º de janeiro e 15 de julho — crescimento de 770,7% sobre o mesmo período do ano anterior. Os focos de calor mais que dobraram: de 69 para 149 (+115,9%). Quatro incêndios seguiam ativos na região de Corumbá, na fronteira com a Bolívia, entre Forte Coimbra e o Parque Nacional Pantanal de Otuquis, com área de influência de 13.719 hectares e 402 militares do Corpo de Bombeiros de MS mobilizados.
No dia seguinte, os bombeiros informaram que o fogo estava “controlado, mas ainda ativo” — com o alerta, registrado pela Gazeta do Pantanal, de que as chamas do lado boliviano poderiam se alastrar lentamente para o território brasileiro. As condições eram as piores possíveis: 33°C a 38°C, umidade relativa entre 10% e 30% e ventos de até 80 km/h, com monitoramento pelo Painel do Fogo (Censipam) e pelo Cemtec.
Um crescimento de 770% no início da estação seca é menos uma estatística e mais uma previsão: o pico histórico do fogo pantaneiro vem entre agosto e outubro, e a semana 30 já mostrava o sistema saturando antes da hora. Para os municípios da região — e por extensão para qualquer cidade com interface rural ou florestal —, o dado antecipa três demandas que não podem esperar o pico: brigadas contratadas e treinadas agora, aceiros e manejo de combustível nas bordas críticas, e um plano de contingência de fumaça para a saúde pública, porque o incêndio que não chega à cidade chega aos pulmões dela — creches, idosos e doentes respiratórios sentem o fogo a dezenas de quilômetros.
E o fogo de fronteira relembra: chamas não pedem visto. Cooperação com o país vizinho, entre estados e entre municípios se pactua em gabinete, antes — nunca pela primeira vez no meio da fumaça.
“Crescimento de 770% em julho não é balanço — é previsão do que agosto fará com quem não se preparar.”
Fontes
- Correio do Estado — “Área queimada no Pantanal cresce 770% e quatro incêndios seguem ativos” — 19/07/2026 — https://correiodoestado.com.br/cidades/area-queimada-no-pantanal-cresce-770-e-quatro-incendios-seguem-ativos/469821/
- Correio do Estado — “Incêndio está controlado no Pantanal, mas ativo, afirmam bombeiros” — 20/07/2026 — https://correiodoestado.com.br/cidades/incendio-esta-controlado-mas-ainda-ativo-afirma-bombeiros/469858/
- Gazeta do Pantanal — “Incêndio está controlado no Pantanal, mas ativo, afirmam bombeiros” — 20/07/2026 — https://www.gazetadopantanal.com/2026/07/incendio-esta-controlado-no-pantanal-mas-ativo-afirmam-bombeiros/