Ondas de 3 metros: ressaca destrói passarela em Santos e deixa jovem desaparecido em São Sebastião
Foto: Reprodução — da matéria do THMais Uma ressaca com ondas de até 3 metros atingiu o litoral paulista entre 11 e 14 de maio de 2026, afetando o Litoral Norte (São Sebastião, Ilhabela, Ubatuba, Caraguatatuba) e a Baixada Santista, segundo a Nova Imprensa e o THMais. Em 11 de maio, um jovem de 21 […]
14 MAI 2026

Foto: Reprodução — da matéria do THMais
Uma ressaca com ondas de até 3 metros atingiu o litoral paulista entre 11 e 14 de maio de 2026, afetando o Litoral Norte (São Sebastião, Ilhabela, Ubatuba, Caraguatatuba) e a Baixada Santista, segundo a Nova Imprensa e o THMais. Em 11 de maio, um jovem de 21 anos desapareceu no mar em Toque-Toque Grande, São Sebastião, ao tentar salvar uma amiga em dificuldade na água — buscas dos Bombeiros de SP se estenderam por dias, segundo o Diário do Grande ABC. Na madrugada de 14 de maio, a mesma ressaca destruiu um trecho de passarela na orla da Praia de Santos, no Canal 4.
O evento reúne, no mesmo episódio de ressaca, dois tipos distintos de risco que raramente são tratados de forma integrada pela comunicação pública: o risco para banhistas e nadadores (que resultou na tentativa de resgate fatal em São Sebastião) e o risco para infraestrutura pública litorânea (que resultou na destruição da passarela em Santos), separados por poucos dias e pela mesma causa meteorológica de fundo. Nenhuma das matérias apuradas localizou um porta-voz nomeado da Defesa Civil ou da Marinha comentando diretamente o episódio — a cobertura menciona os órgãos institucionalmente (buscas dos Bombeiros, atuação da Marinha, orientações do núcleo de pesquisa NPH-Unisanta), mas sem declaração atribuída a uma pessoa específica, o que sinalizamos como uma lacuna de comunicação de risco nesta apuração.
Para municípios costeiros brasileiros — que enfrentam ressacas recorrentes especialmente entre outono e inverno, quando frentes frias intensificam a ondulação do mar —, este episódio reforça a necessidade de sincronizar dois sistemas de alerta que costumam operar separadamente: o alerta de risco de banho (voltado a turistas e moradores que frequentam a praia) e o alerta de risco à infraestrutura litorânea (calçadões, passarelas, quiosques, sistemas de drenagem próximos à orla). Um mesmo boletim de ressaca, comunicado de forma integrada — com recomendação simultânea de não entrar no mar E de evitar a circulação em passarelas e calçadões de risco — comunica de forma mais completa o alcance real do fenômeno do que dois alertas fragmentados emitidos por órgãos diferentes, em momentos diferentes.
“A mesma ressaca que levou um jovem ao mar tentando salvar uma amiga também derrubou uma passarela dias depois. São dois riscos diferentes, a mesma causa — e a comunicação pública raramente trata os dois juntos, no mesmo boletim.”
Fontes
- THMais — “Parte de passarela na orla da praia de Santos fica destruída devido a ressaca na região” — 14/05/2026 — https://thmais.com.br/cidades/baixada-santista/cotidiano-baixada-santista/parte-de-passarela-na-orla-da-praia-de-santos-fica-destruida-devido-a-ressaca-na-regiao/
- Nova Imprensa — “Ressaca com ondas de até 3 metros causa transtornos no litoral norte” — 13/05/2026 — https://novaimprensa.com/2026/05/ressaca-com-ondas-de-ate-3-metros-causa-transtornos-no-litoral-norte.html
- Diário do Grande ABC — “Bombeiros de SP retomam buscas por jovem que desapareceu no mar ao tentar salvar amiga” — 13/05/2026 — https://www.dgabc.com.br/Noticia/4318940/bombeiros-de-sp-retomam-buscas-por-jovem-que-desapareceu-no-mar-ao-tentar-salvar-amiga