Nevoeiro fecha o Galeão por três horas: mais de 30 voos afetados no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução/Alerta Ilha 24h — da matéria do fatoamazonico.com.br Um nevoeiro intenso cobriu o Rio de Janeiro na manhã de sábado (27/06) e fechou o Aeroporto Internacional do Galeão por cerca de três horas, afetando mais de 30 voos: 25 aeronaves foram alternadas para outros aeroportos e 13 voos foram cancelados — quatro da Azul […]
27 JUN 2026

Foto: Reprodução/Alerta Ilha 24h — da matéria do fatoamazonico.com.br
Um nevoeiro intenso cobriu o Rio de Janeiro na manhã de sábado (27/06) e fechou o Aeroporto Internacional do Galeão por cerca de três horas, afetando mais de 30 voos: 25 aeronaves foram alternadas para outros aeroportos e 13 voos foram cancelados — quatro da Azul e nove da GOL, além de um atraso adicional —, segundo o fatoamazonico.com.br. As operações foram normalizadas por volta das 13h. Em nota, a Secretaria de Estado de Defesa Civil do Rio de Janeiro (Sedec-RJ) explicou o fenômeno: “o nevoeiro se formou devido ao resfriamento da superfície durante a madrugada, aliado à elevada umidade do ar e aos ventos fracos” — as mesmas condições de céu claro e ar parado que, na mesma semana, produziam geada no Sul do país.
O episódio é um lembrete direto de que a gestão de risco climático municipal não se limita a enchentes, deslizamentos e incêndios: fenômenos meteorológicos de baixa visibilidade — nevoeiro, neblina, fumaça de queimadas — são uma categoria de risco à infraestrutura crítica frequentemente ausente dos planos de contingência municipais, apesar de gerarem impacto econômico e logístico real e recorrente. Um aeroporto fechado por três horas significa passageiros perdendo conexões, cargas atrasadas, e — em cidades cuja aviação civil também sustenta serviços essenciais, como transporte de órgãos para transplante, medicamentos ou equipes de resgate — um risco em cascata que raramente aparece nos mapas de risco tradicionais, focados em chuva e vento.
Para prefeituras com aeroportos regionais ou municipais — não apenas grandes hubs como o Galeão —, a lição é dupla: primeiro, mapear a frequência histórica de eventos de baixa visibilidade na região (nevoeiros costumam ter padrão sazonal e até horário previsível, ligados a resfriamento noturno e umidade), permitindo que operadores aeroportuários e companhias aéreas ajustem cronogramas com antecedência; segundo, incluir explicitamente a comunicação de contingência de aeroportos — planos B de transporte para passageiros afetados, protocolo de priorização para voos médicos e de emergência — nos planos municipais de gestão de risco, ao lado dos protocolos já consolidados para chuva e vento.
“Nevoeiro não é chuva nem vento — mas fecha aeroporto tão bem quanto, e poucos planos de contingência municipal se lembram dele.”
Fontes
- fatoamazonico.com.br — “Nevoeiro intenso cobre o Rio de Janeiro, afeta operações no Galeão e provoca cancelamento de voos” — 28/06/2026 — https://fatoamazonico.com.br/nevoeiro-intenso-cobre-o-rio-de-janeiro-afeta-operacoes-no-galeao-e-provoca-cancelamento-de-voos/