Enxurrada em sarjeta mata homem de 48 anos no centro de Mirante do Paranapanema (SP)
Foto: Polícia Civil/Divulgação — da matéria do Jornal da Comarca Um homem de 48 anos morreu na noite de segunda-feira (22/06) depois de cair em um trecho de escoamento de água da sarjeta durante um temporal no centro de Mirante do Paranapanema, no interior de São Paulo, segundo o Jornal da Comarca. Ele foi socorrido […]
22 JUN 2026

Foto: Polícia Civil/Divulgação — da matéria do Jornal da Comarca
Um homem de 48 anos morreu na noite de segunda-feira (22/06) depois de cair em um trecho de escoamento de água da sarjeta durante um temporal no centro de Mirante do Paranapanema, no interior de São Paulo, segundo o Jornal da Comarca. Ele foi socorrido ainda com vida por populares e pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu no pronto-socorro municipal. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia local, que apura as circunstâncias exatas da queda.
Não houve rompimento de barragem, não houve rio transbordando, não houve nome de operação: apenas uma rua comum, uma chuva forte e uma sarjeta que, por alguns minutos, virou uma correnteza capaz de arrastar um adulto. É o tipo de morte que as estatísticas nacionais de desastre frequentemente sub-registram, porque não gera decreto de emergência nem manchete nacional — mas que se repete, cidade após cidade, toda vez que uma chuva intensa encontra uma drenagem urbana subdimensionada e um pedestre no caminho errado, na hora errada.
O caso ilustra uma lacuna estrutural na gestão de risco municipal brasileira: a comunicação de risco em nível de rua. Grandes eventos — enchentes de rio, deslizamentos, rompimentos — costumam ter alerta prévio, sirene, mapa de risco. A sarjeta que vira torrente numa esquina qualquer, durante um temporal pontual, normalmente não tem nada disso: nenhum aviso sonoro, nenhuma sinalização temporária, nenhuma orientação de “não atravesse” durante chuva forte. A prevenção depende inteiramente do bom senso individual no momento exato em que ele é mais difícil de exercer — dentro de um temporal, à noite, com pressa para chegar em casa.
Para o gestor municipal, a lição é de baixo custo e alto retorno: mapear os pontos de escoamento concentrado do município (esquinas, bueiros, trechos de rua com desnível acentuado) e, durante alertas de chuva forte emitidos pelo Inmet ou pela defesa civil estadual, ativar uma comunicação simples e específica — rádio local, grupos de WhatsApp de bairro, aplicativo municipal — recomendando não atravessar ruas alagadas a pé ou de veículo. Não é uma sirene de barragem; é um lembrete elementar que, nesta segunda-feira em Mirante do Paranapanema, poderia ter feito a diferença entre um susto e uma fatalidade.
“A enchente que mata não precisa de nome nem de decreto — às vezes é só uma sarjeta, uma chuva forte e um aviso que não chegou a tempo.”
Fontes
- Jornal da Comarca — “Homem de 48 anos morre afogado após cair em enxurrada durante temporal no interior de SP” — 23/06/2026 — https://jornaldacomarca.com.br/homem-de-48-anos-morre-afogado-apos-cair-em-enxurrada-durante-temporal-no-interior-de-sp/