Goiânia bate recorde de chuva de junho desde 1961 num único temporal de fim de semana
Foto: Luciano Magalhães — da matéria do O Hoje Um temporal na noite de sábado para domingo (14-15/06) fez Goiânia registrar o maior volume de chuva para o mês de junho desde 1961: 64 mm no Jardim Guanabara, enquanto a estação convencional do Inmet mediu 47,4 mm — também um recorde, superando os 47,1 mm […]
15 JUN 2026

Foto: Luciano Magalhães — da matéria do O Hoje
Um temporal na noite de sábado para domingo (14-15/06) fez Goiânia registrar o maior volume de chuva para o mês de junho desde 1961: 64 mm no Jardim Guanabara, enquanto a estação convencional do Inmet mediu 47,4 mm — também um recorde, superando os 47,1 mm de 4 de junho de 1988 —, segundo o O Hoje. Os danos: 15 quedas de árvores, 9 quedas de galhos, destelhamentos nas regiões Oeste e Noroeste da capital, alagamento na enfermaria da Santa Casa de Misericórdia e granizo em alguns bairros. Áreas mais afetadas: Marginal Botafogo, Finsocial, Morada do Sol, João Braz e Goiânia Viva. Não houve vítimas graves, segundo Robledo Mendonça, coordenador da Defesa Civil de Goiânia, e André Amorim, gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), conforme o O Popular.
Junho, no Centro-Oeste brasileiro, é tecnicamente estação seca — o mês em que Goiás historicamente concentra o menor volume de chuva do ano, junto com julho e agosto. Um recorde de 64 anos caindo justamente nesse mês é, em si, um sinal estatístico relevante: não é apenas “chuva forte”, é chuva forte fora do regime climático esperado, o tipo de anomalia que tende a pegar cidades de guarda baixa, porque as equipes de poda de árvores, desobstrução de bueiros e manutenção de telhados públicos normalmente reduzem o ritmo de trabalho justamente nos meses secos, liberando recursos para outras frentes.
Para o gestor municipal, o episódio de Goiânia reforça um princípio de manutenção preventiva contraintuitivo: o cronograma de poda de árvores de risco, limpeza de bueiros e vistoria de telhados públicos não deveria ser dimensionado apenas pela estação chuvosa histórica, mas revisado à luz do padrão real de anomalias dos últimos anos — porque uma cidade que relaxa a manutenção “porque é seca” corre o risco de ser pega, como Goiânia neste fim de semana, com exatamente as árvores fracas e os bueiros entupidos que a chuva de junho não deveria testar, mas testou.
“Junho é mês seco em Goiás — até o dia em que deixa de ser, e a cidade que relaxou a manutenção descobre isso com a árvore no telhado.”
Fontes
- O Hoje — “Tempestade bate recorde de chuva em junho e provoca estragos em Goiânia” — 15/06/2026 — https://ohoje.com/2026/06/15/tempestade-bate-recorde-de-chuva-em-junho-e-provoca-estragos-em-goiania/
- O Popular — “Temporal do fim de semana leva Goiânia a bater recorde histórico de chuva em junho” — 16/06/2026 — https://opopular.com.br/cidades/temporal-do-fim-de-semana-leva-goiania-a-bate-recorde-historico-de-chuva-em-junho-1.3422386