39 municípios, um só protocolo: a Operação SP Sem Fogo e o valor da interoperabilidade regional
Foto: Divulgação — da matéria da TV São Bernardo Trinta e nove municípios da Região Metropolitana de São Paulo participaram, na primeira quinzena de abril de 2026, de um treinamento conjunto preparatório para a Operação SP Sem Fogo 2026, realizado em Santo André, segundo a Prefeitura de Poá e a TV São Bernardo. O treinamento […]
16 ABR 2026

Foto: Divulgação — da matéria da TV São Bernardo
Trinta e nove municípios da Região Metropolitana de São Paulo participaram, na primeira quinzena de abril de 2026, de um treinamento conjunto preparatório para a Operação SP Sem Fogo 2026, realizado em Santo André, segundo a Prefeitura de Poá e a TV São Bernardo. O treinamento cobriu previsão meteorológica, atualização de planos de contingência, aspectos legais de crimes ambientais, combate a princípios de incêndio, uso de equipamentos de proteção individual e, de forma inédita, capacitação para atendimento de animais atingidos por queimadas, com apoio de veterinários voluntários. Os municípios participantes também receberam kits de estiagem. Tiago Corrêa, coordenador da Defesa Civil de Poá, destacou o “compromisso com prevenção de desastres durante o período de estiagem”. Marcos Cayres, coordenador de Defesa Civil de São Bernardo do Campo, afirmou: “importante treinamento sobre atendimento a animais feridos em incêndios nos preparou para responder.” Matheus Santos de Almeida, diretor de Gestão de Riscos, resumiu: “preparação antes dos períodos críticos e o SP Sem Fogo é ação estratégica integrada.”
O que distingue este treinamento de uma capacitação interna isolada de cada prefeitura é justamente sua escala regional coordenada: 39 municípios da Grande São Paulo passaram pelo mesmo protocolo, ao mesmo tempo, na mesma sede — em vez de cada cidade desenvolver seu próprio procedimento de combate a princípios de incêndio ou de atendimento a animais atingidos por queimadas de forma isolada. Essa padronização regional tem uma consequência prática direta quando um incêndio florestal efetivamente ocorre: incêndios florestais não respeitam fronteiras municipais, e equipes de municípios vizinhos que passaram pelo mesmo treinamento sabem seguir os mesmos procedimentos quando um reforço interestadual ou intermunicipal se torna necessário — sem a curva de aprendizado e o desalinhamento de protocolo que normalmente ocorreriam entre equipes treinadas de forma independente.
Para regiões metropolitanas brasileiras sujeitas a incêndios florestais recorrentes na estiagem — não apenas a Grande São Paulo, mas qualquer aglomerado de municípios vizinhos com risco similar —, o modelo de treinamento regional coordenado, envolvendo dezenas de municípios simultaneamente, é uma prática de governança preventiva replicável: investir em interoperabilidade regional antes da estiagem começar é o que permite que o reforço entre municípios vizinhos, quando necessário, aconteça sem fricção de protocolo.
“39 municípios, o mesmo treinamento, a mesma sede, ao mesmo tempo. Quando o incêndio florestal cruzar a fronteira entre duas cidades vizinhas, as duas equipes já vão saber seguir o mesmo protocolo — porque aprenderam juntas, antes da estiagem começar, não durante ela.”
Fontes
- Prefeitura de Poá — “Defesa Civil de Poá participa de treinamento preparatório da Operação SP Sem Fogo 2026” — 14/04/2026 — https://poa.sp.gov.br/defesa-civil-de-poa-participa-de-treinamento-preparatorio-da-operacao-sp-sem-fogo-2026/
- TV São Bernardo — “Defesa Civil de São Bernardo participa de treinamento para Operação SP Sem Fogo 2026” — 16/04/2026 — https://tvsaobernardo.com/defesa-civil-de-sao-bernardo-participa-de-treinamento-para-operacao-sp-sem-fogo-2026/