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Internacional

Japão tem dois terremotos no mesmo dia — 37 feridos, zero mortos, trens rodando de novo até de manhã

Foto: Aleksandar Pasaric — imagem ilustrativa, não retrata o evento noticiado Em 23 de agosto, o Japão registrou dois terremotos independentes com cerca de 900 km de distância entre si. Às 2h (horário local), um sismo de magnitude 5,9 atingiu o sul de Ibaraki, nordeste de Tóquio, com epicentro a 70 km de profundidade — […]

23 AGO 2026
Japão tem dois terremotos no mesmo dia — 37 feridos, zero mortos, trens rodando de novo até de manhã
Rua de Tóquio à noite

Foto: Aleksandar Pasaric — imagem ilustrativa, não retrata o evento noticiado

Em 23 de agosto, o Japão registrou dois terremotos independentes com cerca de 900 km de distância entre si. Às 2h (horário local), um sismo de magnitude 5,9 atingiu o sul de Ibaraki, nordeste de Tóquio, com epicentro a 70 km de profundidade — o suficiente para a Agência Meteorológica do Japão (JMA) descartar risco de tsunâmi de forma explícita, por se tratar de um evento intraplaca sem deslocamento do fundo do mar. Às 22h45, um segundo sismo, de magnitude 6,0, atingiu a costa de Urakawa, no sul de Hokkaido, cerca de 180 km a sudeste de Sapporo — também sem risco de tsunâmi reconhecido pela JMA.

O saldo do primeiro terremoto: pelo menos 37 feridos (uma fratura de quadril grave numa idosa em Yokohama, considerada o caso mais sério), um prédio danificado em Saitama, rompimento de uma adutora em Tóquio e cerca de 460 imóveis sem energia — todos restabelecidos até a manhã seguinte. Trens expressos para o aeroporto de Narita e rotas do nordeste atrasaram por precaução, mas os trens-bala (Shinkansen) operaram normalmente. A Autoridade de Regulação Nuclear não registrou anomalias. O segundo terremoto, em Hokkaido, não deixou feridos, mortos ou danos registrados.

A comparação que essa cobertura convida a fazer, na mesma semana em que uma catástrofe no Nepal já soma mais de 100 mortos, não é sobre sorte — é sobre o que se acumula quando um país convive com risco sísmico como rotina. O Japão registra cerca de 1.500 eventos sísmicos por ano e concentra de 18% a 20% dos terremotos mais fortes do mundo; a capacidade de a JMA descartar risco de tsunâmi em minutos, com base na profundidade do hipocentro, e a decisão padrão de atrasar trens por precaução em vez de reagir com pânico, são o produto de décadas de código de construção, monitoramento sísmico e protocolo testado — não a ausência de risco, mas a resposta institucional acumulada a ele.

“Dois terremotos, 37 feridos, zero mortos — não é sorte, é o resultado acumulado de decidir, ano após ano, levar o risco a sério mesmo quando nada acontece.”

Fontes

  • Tech Times — “Two Japan Earthquakes in One Day: Night Quake Near Tokyo Injures 37, Hokkaido Struck” — 24/08/2026 — https://www.techtimes.com/articles/325327/20260824/two-japan-earthquakes-one-day-night-quake-near-tokyo-injures-37-hokkaido-struck.htm
  • CRI (Português) — “Japão: terremoto de magnitude 5,9 atinge Tóquio; feridos chegam a 37” — 24/08/2026 — https://portuguese.cri.cn/2026/08/24/ARTI1787545523823791