Pantanal (MS) já queimou 4,4 vezes mais que em 2025 — e o alerta vai até outubro
Foto: Vladyslav Dukhin — imagem ilustrativa, não retrata o evento noticiado O monitoramento com dados até 17 de agosto mostra que o Pantanal de Mato Grosso do Sul já acumula 80.449 hectares queimados em 2026, contra 18.096 hectares no mesmo período de 2025 — um crescimento de 344,6%. O número de focos de incêndio também […]
18 AGO 2026

Foto: Vladyslav Dukhin — imagem ilustrativa, não retrata o evento noticiado
O monitoramento com dados até 17 de agosto mostra que o Pantanal de Mato Grosso do Sul já acumula 80.449 hectares queimados em 2026, contra 18.096 hectares no mesmo período de 2025 — um crescimento de 344,6%. O número de focos de incêndio também subiu, de 81 ocorrências em 2025 para 113 neste ano (+39,5%). O estado já havia decretado, em julho, emergência ambiental por incêndios válida até dezembro de 2026 — um horizonte que, a esta altura de agosto, ainda tem mais de três meses pela frente.
O dado que chama atenção nesse boletim não é só o tamanho do incêndio, mas o que ele revela sobre prevenção: os autos de conformidade preventiva contra incêndios florestais no Pantanal saltaram de 39 em 2025 para 87 em 2026, alta de 123,1%. Ou seja, a fiscalização preventiva mais que dobrou — e mesmo assim a área queimada quase quintuplicou. Isso não significa necessariamente que a fiscalização falhou; pode significar que ela está detectando um risco que já estava lá, alimentado pela estiagem que também atinge a região (a mesma seca, adiante nesta edição, levou ao reconhecimento federal de emergência em todo o Acre).
Para gestores de defesa civil e meio ambiente, esse tipo de descolamento entre “mais fiscalização” e “mais área queimada” é o sinal de que o problema não está (só) na ponta operacional, mas na condição climática de fundo — e que a resposta correta não é apenas intensificar autuações, mas ajustar o horizonte de planejamento: um decreto de emergência ambiental que vai até dezembro assume, corretamente, que agosto é meio de temporada, não o pico.
“Dobrar a fiscalização e ver a área queimada quase quintuplicar é o sinal de que o problema é climático, não só operacional.”
Fontes
- A Crítica de Campo Grande — “Pantanal tem alta de 344,6% na área queimada em MS em 2026” — 18/08/2026 — https://acritica.net/meio-ambiente/pantanal-alta-area-queimada-ms-2026-incendios-florestais/
- A Crítica de Campo Grande — “Pantanal entra em emergência ambiental por incêndios até dezembro de 2026” — https://acritica.net/meio-ambiente/emergencia-ambiental-pantanal-incendios-2026-ms/