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Internacional

Tufão Bavi: China evacua quase 2 milhões de pessoas e para trens e voos antes do impacto

Foto: Go Nakamura/Reuters — da matéria da Al Jazeera O tufão Bavi — que chegou a alcançar categoria de supertufão em alto-mar — tocou o leste da China na noite de 11 para 12 de julho, entre Yuhuan e Yueqing, na província de Zhejiang, já enfraquecido para ventos de cerca de 101 km/h. O que […]

13 JUL 2026
Tufão Bavi: China evacua quase 2 milhões de pessoas e para trens e voos antes do impacto
Lavoura alagada pela chuva do tufão Bavi em Wenzhou, Zhejiang

Foto: Go Nakamura/Reuters — da matéria da Al Jazeera

O tufão Bavi — que chegou a alcançar categoria de supertufão em alto-mar — tocou o leste da China na noite de 11 para 12 de julho, entre Yuhuan e Yueqing, na província de Zhejiang, já enfraquecido para ventos de cerca de 101 km/h. O que antecedeu o landfall foi uma das maiores operações preventivas do ano: quase 2 milhões de pessoas evacuadas (mais de 1,7 milhão antes de o olho chegar à costa), segundo a Al Jazeera e a France 24/AFP. O transporte parou por decisão, não por destroço: 684 voos e mais de 1.600 trens cancelados em Xangai, 327 voos a menos em Hangzhou, estações ferroviárias suspensas, conforme a CNBC/Reuters. “Dava para ouvir as telhas e os galhos caindo”, contou o morador Li Liangxing, de Yueqing, à Al Jazeera — a cidade contabilizou mais de 1.300 árvores derrubadas.

O contexto que cercava a operação era sombrio: dias antes, as chuvas da tempestade Maysak haviam matado 39 pessoas na região de Guangxi — 26 delas no colapso parcial de uma barragem em Hengzhou. A tragédia recente ajudou a calibrar a decisão: com o solo saturado e a memória fresca, as autoridades escolheram o custo certo da evacuação em massa contra o custo incerto de esperar.

Para a gestão municipal, Bavi deixa duas lições complementares. A primeira é o padrão-ouro da ação antecipatória: evacuar e parar transportes na véspera tem preço alto, visível e criticável — e é exatamente essa disposição a pagar o custo certo que diferencia os sistemas que salvam vidas. A segunda vem de Guangxi: sob chuva recorde, a infraestrutura crítica é parte do risco, não apenas da solução. Barragens, açudes e diques municipais precisam de inspeção, plano de emergência próprio (o Plano de Ação de Emergência exigido pela legislação brasileira de segurança de barragens) e protocolos de aviso às populações a jusante — porque o desastre de Hengzhou não foi a chuva: foi a estrutura que deveria segurá-la.

“Evacuar na véspera custa caro e dá manchete; não evacuar custa vidas e dá inquérito.”

Fontes

  • Al Jazeera — “Typhoon Bavi weakens as it reaches China after two million people evacuated” — 12/07/2026 — https://www.aljazeera.com/news/2026/7/12/typhoon-bavi-weakens-to-tropical-storm-as-it-slams-into-eastern-china
  • France 24/AFP — “Typhoon slams into eastern China after forcing nearly two million people to flee” — 12/07/2026 — https://www.france24.com/en/asia-pacific/20260712-typhoon-slams-into-eastern-china-after-forcing-nearly-two-million-people-to-flee
  • CNBC/Reuters — “Typhoon Bavi makes landfall in eastern China’s Taizhou after nearly 2 million evacuated” — 11/07/2026 — https://www.cnbc.com/2026/07/11/china-evacuates-more-than-one-million-people-as-typhoon-bavi-nears.html