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Brasil

Pantanal em alerta: área queimada sobe 770% no ano e MS classifica risco “alto” até outubro

Foto: Ecoa/Arquivo — da matéria do Campo Grande News Os números consolidados até 15 de julho e divulgados pelo Campo Grande News no dia 16 desenharam o tamanho do problema: 58.878 hectares queimados no Pantanal sul-mato-grossense desde 1º de janeiro — contra 6.762 no mesmo período do ano anterior, alta de 770,7%. Os focos de […]

16 JUL 2026
Pantanal em alerta: área queimada sobe 770% no ano e MS classifica risco “alto” até outubro
Incêndio no Pantanal de Mato Grosso do Sul

Foto: Ecoa/Arquivo — da matéria do Campo Grande News

Os números consolidados até 15 de julho e divulgados pelo Campo Grande News no dia 16 desenharam o tamanho do problema: 58.878 hectares queimados no Pantanal sul-mato-grossense desde 1º de janeiro — contra 6.762 no mesmo período do ano anterior, alta de 770,7%. Os focos de calor saltaram de 69 para 149 (+115,9%), segundo o monitoramento do Censipam e do Cemtec. No fim da semana, o Correio do Estado reportava quatro incêndios ativos na fronteira com a Bolívia e 402 militares do Corpo de Bombeiros mobilizados desde janeiro, sob condições extremas: 34°C a 38°C, umidade de 10% a 30% e ventos de até 80 km/h.

O dado mais importante para o planejamento, porém, é o que olha para frente: a classificação sazonal do Cicoe/PEMIF — o sistema estadual de manejo integrado do fogo — colocou as regiões pantaneiras em “Alerta Alto” de agosto a outubro. Ou seja: o pior, oficialmente, ainda não começou. Um contraponto no mesmo levantamento mostra que resultado não é fatalidade: no Cerrado sul-mato-grossense, a área queimada caiu 44,5% no mesmo período.

Para os municípios do Pantanal e de qualquer região com estação seca definida, a semana 29 era o momento exato desta leitura: quando o sistema oficial diz “alerta alto de agosto a outubro” em julho, ele está entregando um cronograma reverso de preparação — brigadas contratadas e treinadas agora, aceiros e manejo de combustível nas bordas críticas antes do pico, decretos de proibição de queima publicados e comunicados, plano de fumaça articulado com a saúde (o incêndio que não chega à cidade chega aos pulmões dela) e protocolos de cooperação com vizinhos — inclusive do outro lado da fronteira, porque o fogo que preocupava Corumbá vinha também do lado boliviano.

A queda de 44% no Cerrado e a alta de 770% no Pantanal, no mesmo estado e no mesmo ano, contam a mesma história por ângulos opostos: o fogo de outubro se decide em julho.

“Quando o boletim diz ‘alerta alto em agosto’, ele está dizendo: seu prazo de preparação vence agora.”

Fontes

  • Campo Grande News — “Pantanal tem alta de 770% na área queimada e MS entra em alerta para incêndios” — 16/07/2026 — https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/pantanal-tem-alta-de-770-na-area-queimada-e-ms-entra-em-alerta-para-incendios
  • Correio do Estado — “Área queimada no Pantanal cresce 770% e quatro incêndios seguem ativos” — 19/07/2026 — https://correiodoestado.com.br/cidades/area-queimada-no-pantanal-cresce-770-e-quatro-incendios-seguem-ativos/469821/
  • RCN67 — “Área queimada no Pantanal de MS cresce 770,7% em 2026, aponta monitoramento” — 07/2026 — https://www.rcn67.com.br/campo-grande/area-queimada-no-pantanal-de-ms-cresce-770-em-2026-aponta-monitoramento