200 militares e SAMU simulam soterramento e alagamento antes da temporada de chuvas em SC
Foto: Divulgação — da matéria do Visse Cerca de 200 militares do Exército, agentes da Defesa Civil, equipes do SAMU e forças de segurança pública participaram, em 26 e 27 de maio de 2026, de um simulado de ajuda humanitária no município de São João Batista, no Vale do Rio Tijucas (SC), segundo o Visse. […]
27 MAI 2026

Foto: Divulgação — da matéria do Visse
Cerca de 200 militares do Exército, agentes da Defesa Civil, equipes do SAMU e forças de segurança pública participaram, em 26 e 27 de maio de 2026, de um simulado de ajuda humanitária no município de São João Batista, no Vale do Rio Tijucas (SC), segundo o Visse. O exercício reproduziu cenários de soterramento e alagamento — os dois tipos de desastre historicamente mais recorrentes na região do Vale do Rio Tijucas, marcada por enchentes cíclicas. Marcos Fonseca, Superintendente de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, resumiu o objetivo institucional do treinamento: “nossos profissionais estão mobilizados para enfrentar qualquer obstáculo. O atendimento chega para ajudar e apoiar as vítimas dos desastres climáticos”, segundo o comunicado da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de SC.
O que distingue este simulado de uma ação de rotina é justamente o timing e a composição: ele não foi uma resposta a um desastre em curso, mas um exercício deliberadamente preventivo, reunindo simultaneamente Exército, Defesa Civil estadual, SAMU e segurança pública num único cenário simulado — uma integração interinstitucional que, na prática, muitas vezes só acontece pela primeira vez durante um desastre real, quando já é tarde para corrigir falhas de comunicação entre as forças envolvidas. Treinar essa coordenação multiagência antes do evento, com cenários específicos (soterramento, alagamento) calibrados para o histórico real de risco da região, é uma prática de prevenção que reduz o tempo de resposta e a taxa de erro operacional quando o desastre de fato ocorre.
Para municípios brasileiros, especialmente aqueles com histórico recorrente de um tipo específico de desastre (enchente, deslizamento, seca), o modelo catarinense oferece um roteiro replicável e de baixo custo relativo: simulados interinstitucionais anuais ou semestrais, com cenários desenhados a partir do histórico real de ocorrências do próprio território — não cenários genéricos —, envolvendo desde o início todas as forças que atuariam num evento real (não apenas a Defesa Civil isoladamente). A integração ensaiada antes do desastre é o que transforma a resposta real de uma sequência de ligações telefônicas de emergência numa operação coordenada desde o primeiro minuto.
“O simulado não esperou a enchente chegar. Treinar Exército, Defesa Civil, SAMU e segurança pública juntos antes do desastre é o que evita que a primeira vez que essas equipes se falem seja durante a emergência real.”
Fontes
- Visse — “São João Batista recebe simulado de ajuda humanitária com participação do SAMU-SC” — 27/05/2026 — https://www.visse.com.br/sao-joao-batista-recebe-simulado-de-ajuda-humanitaria-com-participacao-do-samu-sc/
- Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina — comunicado sobre o simulado no Vale do Rio Tijucas — 27/05/2026 — https://www.defesacivil.sc.gov.br/